A Nova She-Ra

Vou começar com um aviso e um pedido de desculpas: Quem acessa meu blog, notou que várias postagens antigas voltaram como novas, isso ocorreu pelo fato de eu ter colocado tags nas antigas postagens, que ao serem atualizadas, o Blogger as mandou para cima como postagens novas. Por isso, peço desculpas, caso alguém tenha se confundido com a bagunça.

Eu tinha prometido algo especial que não era relacionado a Amor Pela Câmera, e aqui está. Não fiquem decepcionados pensando que é só mais um texto sobre a nova animação da She-Ra, pois prometo que é apenas o começo.

Primeiro acho melhor avisar que eu assistia a antiga animação da She-Ra e a do He-Man. Na época, não sei se era por eu ser muito novo ou outro motivo, mas achava as duas animações chatas e não conseguia manter a atenção nelas (também não mantinha sobre Thundercats e várias outras animações da época, mas isso é outra história). Até tentei assistir essas antigas animações recentemente e acabei não gostando. Eu sei que elas eram pioneiras e que possuem vários fãs por aí, mas eu não gostei (e por favor, não me queimem na fogueira por isso).

Pode conter spoilers.

A nova animação da She-Ra, que agora não é mais She-Ra A Princesa do Poder, sendo agora: She-Ra e As Princesas do Poder (nossa! Que mudança), foi uma animação que eu demorei um pouco para assisti-la, já que ela foi lançada em novembro do ano passado, e só recentemente eu fui assistir. Isso ocorreu pelo simples motivo de eu achar que era mais uma animação tipo O Club das Winx ou W.I.T.C.H (sendo essa última uma que eu gosto) e também pelo motivo de eu não gostar muito da série antiga. Mas para minha surpresa acabei gostando demais, fazendo a nova animação da She-Ra se tornar umas das minhas favoritas, passando até o Steven Universo em minha lista (não estou listando animações japonesas). Eu gostei tanto que até assistir duas vezes.

Os personagens da nova animação são bem construídos e o contraste entre a Adora e a Felina (Catra no original em inglês) é incrível. Adora, a nova She-Ra, é uma personagem que possui dúvidas e é falha, porém, quer fazer o que é certo, para isso ela acaba abandonando o lugar em que foi criada, a Zona do Medo (como a Adora demorou para notar que eles eram do mal com um lugar com um nome desses? Acho que ela é um pouco devagar), que é a base da Horda (outro nome que entrega as intenções deles), força que quer dominar toda Etéria (mundo em que a história acontece). Diferente da Adora, temos Felina, que mesmo sabendo que a Horda é do mal, acaba se tornando a grande inimiga da Adora e aceita seu lado mal. Só que as coisas não são tão simples assim, pois na série isso acontece aos poucos mostrando as motivações das personagens, como a Felina, que fica claro que ela teve uma infância ruim, pelo fato que o mais próximo que ela tinha de uma mãe, a Sombria, era abusiva com ela, enquanto com a Adora era bondosa e generosa, deixando claro que a Adora era sua preferida e que só tolerava a Felina por causa da Adora. Além disso, Felina se sentia mal por sempre está um passo atrás de sua amiga Adora nos treinos ou para conseguir aprovação da Sombria. O que deixa tudo isso mais interessante e saber que a Adora não fazia isso por mal, mas para ela e sua amiga Felina poderem sair da Zona do Medo juntas ao se tornarem Capitães da Força (uma patente importante na Horda). E como se não fosse suficiente, ainda tem o fato da Felina e a Adora serem melhores amigas e terem crescido juntas, sendo o amor da Adora por sua amiga (calma! Já vou chegar na parte do casal Catradora ou Felinadora) o único tipo de amor que a Felina conheceu, mesmo ela sendo sua rival. E isso tudo é apenas sobre dois personagens, pois a série tem vários outros personagens menores que também são interessantes e acabam fugindo dos clichês.

Não tem como não citar o casal Catradora (ou Felinadora no Brasil) ao escrever algo sobre a nova She-Ra, principalmente depois que a responsável pela animação deixou claro não abandonar a possibilidade das personagens se tornarem mais que amigas e pelas várias insinuações de algo assim que ocorre durante a animação, como no episódio 8. Eu sei que muitos estão pensando: Mas é uma animação para o público infantil. Realmente é, mas eu aprendi algo há um tempo: Que nunca é cedo ou tarde para ensinar tolerância. Por isso, se realmente for confirmado em novas temporadas o casal Catradora (o nome em inglês fica melhor, não acha?), será algo que só vai acrescentar a série. Principalmente pelo jeito que o relacionamento da Felina e a Adora termina na primeira temporada, fazendo a aproximação das duas novamente algo difícil, mas muito interessante de ser feito, pois ensinaria que o mal não é apenas mal e pronto, mas que na maior parte das vezes ele é apenas mal instruído. Isso é o que ocorre com a Felina, já que ela recebeu ódio e maldade de sua figura materna, fazendo ela apenas entregar isso de volta, na forma das vezes que ela feriu sua melhor amiga (e quem sabe, seu amor secreto). Isso sobre o mal, é uma coisa que eu só comecei a entender recentemente, pois achava que uma pessoa que agiu de forma errada não deveria ter outra chance, mesmo que percebesse seus erros, tentasse se desculpar e mudar. Muitos vilões que existem hoje em dia (não estou citando histórias em quadrinhos) são apenas pessoas mal instruídas.

Acho que vou terminando por aqui meu pequeno texto sobre umas das minhas novas animações preferidas. Eu recomendo que a nova animação da She-Ra seja assistida (todos os episódios da primeira temporada já estão disponíveis no Netflix) por públicos de qualquer idade e para quem gosta de histórias com personagens femininas bem construídas, já que, boas histórias não possuem públicos específicos, elas são para todos.

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